Hoje eu descobri os vários tipos de pessoas presentes neste insensível mundo. E essa minha descoberta me levou a um lugar: nenhum.
Hoje, mais uma vez ouvi novas histórias sobre você e cheguei a conclusão de que ou não te conheço bem ou você é bastante imprevisível. Eu prefiro a segunda opção, mas a sua realidade está mais para a primeira.
Descobri também que não tenho medo de escrever, que na verdade, o meu meu é que esta sensação, caudada por este sentimento dure para sempre.
Também descobri que tenho um valor: nenhum. É certo que não estou me valorizando, e que "garotos gostam de garotas que gostam de si mesmas", mas minha atual situação não me permite isso.
Ninguém está satisfeito com o mei jeito. E por mais que eu tente me movimentar, nunca saio do lugar.
Eu quase sempre sou a última opção, meus pais preferem meus irmãos, meus amigos preferem outros amigos, e por mim? Nem você.
É certo que tenho amigos verdadeiros, que não são muitos, mas amenizam minha dor, como analgésicos. Mas como todo analgésico, logo o efeito passa e eles tem de ir embora, pois não podem ficar eternamente. E agora estou aqui, a sós.
Quem finge que sabe da minha atual situação fala que dramatizo demais, o que não é verdade. Eu transmito tudo o que sinto em palavras. Sentimentos, agora não-momentâneos que prometem ficar por um bom tempo, me obrigam no meu dia-a-dia, fingir estar feliz para mim e para os outros e quando me convenço disso, o sentimento volta e me faz lembrar que tudo é uma farsa. Pois o mundo sempre esteve frio, sombrio e amargo, mas antes eu tinha algo para me desfazer dos problemas e tornar meu mundo melhor: você. Mais uma vez, agora, estou aqui a sós.
Eu sempre pensei em me afastar, mas o sentimento ainda vivo em mim não me permitia colocar estas atitudes em prática.
Sabe qual meu maior erro? Juntar meus sentimentos e quando chegar ao meu limite, desabar em lágrimas.
Você chegou quando meu coração estava pisado e me confortou em seus braços, mas agora foi embora antes que meu coração pudesse suportar. Acha justo? Eu não!
E o que você vai fazer com isso? Digo com meu coração e meus sentimentos, se quer saber eu não sei, mas tenho um palpite: nada.
Por: Deborah Félix
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